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Pokémon Mystery Dungeon: Explorers of Sky (DS)


Plataforma: DS
Lançamento: 20/11/09
Editora: Nintendo
Produtora: Chunsoft
Género: RPG
Jogadores: 1

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O universo de Pokémon está em constante expansão. Regularmente vão surgindo derivados da série principal que misturam Pokémon novos e velhos em diferentes estilos de jogo. Mais difícil do que pegar nestes spin-offs é deixar de apreciar estas criaturinhas que supostamente apenas atraem os mais novos. Ainda existem jogadores que duvidam da sua maturidade ao continuarem a treinarem Blastoise`s, apanharem Pichu`s e formarem equipas de dragões. Mas depois de viver como um treinador, depressa chega a curiosidade em saber como é viver como um Pokémon. Infelizmente não se tem revelado uma surpresa muito entusiasmante.

A série Pokémon Mystery Dungeon foi iniciada em 2005 integrando-se no estilo apelidado de "Rogue like RPG" ou "Dungeon Crawler", popularizado por jogos como Shiren the Wanderer. Este é talvez dos géneros de RPG mais básico onde passamos por masmorras geradas aleatoriamente, combatendo os inimigos com uma lista de ataques simples. É uma vertente muito específica que alguns jogadores podem achar aborrecido e outros viciante. Pokémon Mystery Dungeon Explorers of Sky, é uma expansão dos anteriores Explorers of Darkness/Time, tal como Platinum está para Pearl e Diamond. Infelizmente o conteúdo extra que apresenta é muito pouco para que se possa chamar de uma verdadeira versão expandida.


Existem alguns Pokémon estreantes na série com os quais podemos jogar.

O jogo inicia com um interrogatório ao qual é pedido que se responda com sinceridade. Depois de dadas as respostas coloca-se o dedo no ecrã táctil da DS e começa o processo de análise à nossa aura. Este ritual serve para calcular qual o Pokémon que nos será atribuído para jogar, logo depois escolhemos o nosso primeiro parceiro. A lista é variada mas centra-se sobretudo nos Pokémon principais e mais conhecidos. Totodile, Chikorita, Bulbasaur, Pikachu e outros que tais, sempre na sua forma inicial. Nenhum deles evolui, isto por um lado torna o jogo mais atractivo já que é nesta forma que os Pokémon mostram melhor a sua personalidade e conseguem ser mais expressivos do que noutras formas evoluídas, além de que o próprio mundo do jogo fica mais equilibrado. Phanphi, Shinx, Vulpix e Riolu são os quatro novos Pokémon parceiro exclusivos desta versão e estreantes na série.

Assim que começa a aventura propriamente dita, vão reparar que não são um Pokémon mas antes um humano que acordou na pele de um Pokémon. Esta insistência em nos passar a ideia de que não podemos ser um Pokémon é algo ridículo, poderia existir uma maior profundidade se fossemos realmente um deles com as suas próprias duvidas e ideais. Logo depois encontramos-nos com o nosso parceiro e partimos para a primeira masmorra que serve também de tutorial.


Novos locais e missões ajudam a disfarçar a falta de novidades de peso.

As batalhas são rápidas e não incluem aqueles menus repletos de opções, ao invés disso temos ataques básicos e habilidades que podem ser configuradas em combinações de botões. Podemos ter equipas até quatro Pokémon que atacam por ordem de fila, sendo que apenas controlamos a personagem principal. Os ataques utilizados pelos parceiros vão depender da posição em que estes se encontram em relação ao inimigo. Quanto ás habilidades especiais estas são desbloqueadas conforme subimos de nível.
A dificuldade é crescente e consegue proporcionar um bom desafio nos níveis mais avançados. O sistema de save dentro das masmorras é temporário, ou seja é apagado automaticamente quando o carregamos. Se por azar morrermos perdemos de imediato parte do nosso dinheiro e inventário, por isso mesmo convém guardar os items na nossa base frequentemente e gerir bem quando devemos gravar dentro de uma masmorra.
Já na cidade encontram não só as missões e típicas lojas de items e equipamentos mas também um novo local chamado Spinda's Café, onde podem cozinhar e reciclar items velhos por novos.

Graficamente mantém-se igual ao que já se viu desde a primeira entrega da série. Os cenários e personagens continuam com sprites 2D agradáveis e coloridos mas actualmente seria bom ver algumas alterações que aproveitassem as capacidades da DS, e evoluir tal como a série principal tem feito. Também o som se mantém muito ao estilo GBA, mais parecendo que a equipa de desenvolvimento continua a trabalhar nesse molde, e independentemente da qualidade, já se encontra datado. As características online ficam-se pela troca de items entre as diferentes versões e os salvamentos de amigos, ou seja se morrerem numa masmorra podem optar por pedir ajuda a alguém que tenha o jogo e que vos vá salvar, evitando assim que percam os vossos items e dinheiro.


As masmorras são mais que muitas e podem ser difíceis.
Conclusão:

As novidades não são muitas para uma edição extra, a evolução a nível técnico é nula e não é algo que se possa dizer indispensável para os fãs do género e muito menos para aqueles que jogaram os títulos anteriores. Ainda assim consegue proporcionar um bom desafio graças à dificuldade exigente e à jogabilidade que mesmo simples consegue envolver o jogador. Apenas os fãs de Pokémon se vão sentir tentados a aproveitar as poucas novidades que o jogo tem para oferecer, e mesmo esses deverão pensar duas vezes se realmente devem colocar novamente várias horas de esforço para apenas ver alterações mínimas. Sobretudo um jogo para fãs, e a Nintendo sabe disso.


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02/07/2010

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23/07/2010

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