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Ninja Gaiden: Dragon Sword (DS)


Plataforma: DS
Lançamento: 25/03/08
Editora: Tecmo
Produtora: Team Ninja
Género: Acção
Jogadores: 1



A DS é uma consola com um potencial tremendo. Fossem todas as companhias como a Tecmo, e teríamos um line-up ainda mais espectacular na consola. Ninja Gaiden é surpreendente a todos os níveis. Após ter recolhido todo o tipo de informação acerca do jogo, acabei por o comprar, e posso dizer que foi um dos melhores investimentos que fiz nos últimos tempos. Ninja Gaiden é inovador, divertido, e um verdadeiro passo em frente para o sistema, que tarda em receber mais jogos desta natureza que não sejam provenientes da própria Nintendo.

Nesta sequela directa do original para a XBOX, vamos controlar Ryu, cujo objectivo é impedir um grupo de inimigos de roubar a sua espada do dragão e as pedras sagradas, que quando juntas despertarão um demónio capaz de mergulhar o mundo numa escuridão eterna. No inicio da história temos controlo da discípula de Ryu, Momiji. No entanto, pouco depois ela é raptada, tornando essa personagem irrelevante a nível de controlo mas um catalisador importante para todos os acontecimentos despoletados por esse mesmo rapto.


A narração da história prossegue com o recurso a imagens fixas.

Uma história algo cliché, mas que cumpre o objectivo de dar alguma sequência lógica a todo o esquartejar de ninjas, e é aqui que a jogabilidade entra com todo o seu esplendor. A fórmula de controlo iniciada pela Nintendo com o Phantom Hourglass, é aqui utilizada e até desenvolvida um pouco mais. Todo o movimento do personagem, magias, combos e interacção com o cenário e menus é feito com o recurso da stylus. Colocando a consola numa posição vertical, vamos percorrendo pequenos cenários pré-renderizados, eliminando vagas após vagas de inimigos num ritmo extremamente rápido e algo alucinante. Desengane-se quem pensa que os combos se tornam pouco intuitivos. Foi com grande facilidade que executei todos os movimento pretendidos, e em nenhuma situação achei o tempo de resposta do jogo, lento. O único botão que iremos utilizar é o R, para acções defensivas, mas até as próprias magias são despoletadas pelos nossos desenhos no ecrã. Para além destes movimentos, vamos ainda utilizar o microfone para berrar e soprar, de modo a ultrapassar diversos puzzles que pecam um pouco pela sua simplicidade, o que acaba por tornar o jogo algo linear.

À acção de Ninja Gaiden, temos ainda a adicionar uma componente RPG. Por cada inimigo que matamos, recolhemos esferas amarelas que funcionam como um tipo de unidade monetária que vamos posteriormente usar para novos poderes, habilidades e para aumentar a nossa barra de energia. De modo a obtermos esferas suficientes, teremos de estar constantemente a utilizar os combos e a evitar que os inimigos nos toquem. Esta pequena nuance incentiva o jogador a não jogar de uma forma tão aleatória riscando de uma forma agressiva o ecrã sem se preocupar com nada. De facto, certas partes do jogo podem ser passadas dessa maneira, mas se realmente pretendemos tirar o melhor partido do jogo, não podemos simplesmente seguir esse caminho mais fácil.


As batalhas contra os bosses finais são épicas, mas demasiado fáceis.

No campo mais técnico, Ninja Gaiden também não desaponta. O grafismo é dos mais detalhados alguma vez feitos para a consola, e todos os modelos de personagens têm um excelente aspecto. Só os cenários é que, como dito anteriormente, são pré-renderizados o que por um lado nos traz pormenores que não seriam possíveis de outra forma, mas que por outro lado impede uma maior interacção com o mesmo. A aldeia está bem retratada e o tema japonês e espadas foram bem representados.
Para esta representação bem sucedida conta também o aspecto sonoro. Apesar de as músicas não serem nada de especial, elas cumprem o seu dever ao darem a ambiência desejada neste tipo de jogo. O barulho da espada, das explosões, e de outras acções estão bem executados e nunca nos deixam com vontade de melhor.

O grande problema do jogo reside mesmo na duração. As 4 horas do modo história são demasiado curtas para um jogo tão bom. Existem diversos items coleccionáveis que adquirimos ao atingir zonas secretas do cenário, mas é a espectacularidade do uso da stylus que nos atrai mais uma vez para a luta. Para quem só gosta de passar os seus títulos uma vez, tem aqui um facto a considerar para o seu investimento…
Conclusão:

Ninja Gaiden foi uma das melhoras experiências que alguma vez tive oportunidade de jogar numa portátil. É visualmente espantoso e conta com uma jogabilidade gratificante e que nos põe constantemente com um sorriso nos lábios. Tudo corre de forma muito intuitiva, e nunca nos sentimos aborrecidos com a mecânica simples de riscar e esquartejar. Parece fácil, mas enquanto outras companhias tendem a jogar seguro na consola, a Tecmo decidiu arriscar e conseguiu fazer um jogo que acaba por se tornar numa referência no sistema. Este é daqueles jogos que vocês querem mostrar aos amigos para os convencerem a comprar o que vocês têm. Assim sim! Simplesmente brilhante!




 

03/09/2010

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24/09/2010

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