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Plataforma: DS
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A DS é uma consola com um potencial tremendo. Fossem todas as companhias como a Tecmo, e teríamos um line-up ainda mais espectacular na consola. Ninja Gaiden é surpreendente a todos os níveis. Após ter recolhido todo o tipo de informação acerca do jogo, acabei por o comprar, e posso dizer que foi um dos melhores investimentos que fiz nos últimos tempos. Ninja Gaiden é inovador, divertido, e um verdadeiro passo em frente para o sistema, que tarda em receber mais jogos desta natureza que não sejam provenientes da própria Nintendo.
Nesta sequela directa do original para a XBOX, vamos controlar Ryu, cujo objectivo é impedir um grupo de inimigos de roubar a sua espada do dragão e as pedras sagradas, que quando juntas despertarão um demónio capaz de mergulhar o mundo numa escuridão eterna. No inicio da história temos controlo da discípula de Ryu, Momiji. No entanto, pouco depois ela é raptada, tornando essa personagem irrelevante a nível de controlo mas um catalisador importante para todos os acontecimentos despoletados por esse mesmo rapto. ![]() A narração da história prossegue com o recurso a imagens fixas. |
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Uma história algo cliché, mas que cumpre o objectivo de dar alguma sequência lógica a todo o esquartejar de ninjas, e é aqui que a jogabilidade entra com todo o seu esplendor. A fórmula de controlo iniciada pela Nintendo com o Phantom Hourglass, é aqui utilizada e até desenvolvida um pouco mais. Todo o movimento do personagem, magias, combos e interacção com o cenário e menus é feito com o recurso da stylus. Colocando a consola numa posição vertical, vamos percorrendo pequenos cenários pré-renderizados, eliminando vagas após vagas de inimigos num ritmo extremamente rápido e algo alucinante. Desengane-se quem pensa que os combos se tornam pouco intuitivos. Foi com grande facilidade que executei todos os movimento pretendidos, e em nenhuma situação achei o tempo de resposta do jogo, lento. O único botão que iremos utilizar é o R, para acções defensivas, mas até as próprias magias são despoletadas pelos nossos desenhos no ecrã. Para além destes movimentos, vamos ainda utilizar o microfone para berrar e soprar, de modo a ultrapassar diversos puzzles que pecam um pouco pela sua simplicidade, o que acaba por tornar o jogo algo linear.
À acção de Ninja Gaiden, temos ainda a adicionar uma componente RPG. Por cada inimigo que matamos, recolhemos esferas amarelas que funcionam como um tipo de unidade monetária que vamos posteriormente usar para novos poderes, habilidades e para aumentar a nossa barra de energia. De modo a obtermos esferas suficientes, teremos de estar constantemente a utilizar os combos e a evitar que os inimigos nos toquem. Esta pequena nuance incentiva o jogador a não jogar de uma forma tão aleatória riscando de uma forma agressiva o ecrã sem se preocupar com nada. De facto, certas partes do jogo podem ser passadas dessa maneira, mas se realmente pretendemos tirar o melhor partido do jogo, não podemos simplesmente seguir esse caminho mais fácil. ![]() As batalhas contra os bosses finais são épicas, mas demasiado fáceis. No campo mais técnico, Ninja Gaiden também não desaponta. O grafismo é dos mais detalhados alguma vez feitos para a consola, e todos os modelos de personagens têm um excelente aspecto. Só os cenários é que, como dito anteriormente, são pré-renderizados o que por um lado nos traz pormenores que não seriam possíveis de outra forma, mas que por outro lado impede uma maior interacção com o mesmo. A aldeia está bem retratada e o tema japonês e espadas foram bem representados.
Para esta representação bem sucedida conta também o aspecto sonoro. Apesar de as músicas não serem nada de especial, elas cumprem o seu dever ao darem a ambiência desejada neste tipo de jogo. O barulho da espada, das explosões, e de outras acções estão bem executados e nunca nos deixam com vontade de melhor. O grande problema do jogo reside mesmo na duração. As 4 horas do modo história são demasiado curtas para um jogo tão bom. Existem diversos items coleccionáveis que adquirimos ao atingir zonas secretas do cenário, mas é a espectacularidade do uso da stylus que nos atrai mais uma vez para a luta. Para quem só gosta de passar os seus títulos uma vez, tem aqui um facto a considerar para o seu investimento… |
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| Conclusão: | |
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Ninja Gaiden foi uma das melhoras experiências que alguma vez tive oportunidade de jogar numa portátil. É visualmente espantoso e conta com uma jogabilidade gratificante e que nos põe constantemente com um sorriso nos lábios. Tudo corre de forma muito intuitiva, e nunca nos sentimos aborrecidos com a mecânica simples de riscar e esquartejar. Parece fácil, mas enquanto outras companhias tendem a jogar seguro na consola, a Tecmo decidiu arriscar e conseguiu fazer um jogo que acaba por se tornar numa referência no sistema. Este é daqueles jogos que vocês querem mostrar aos amigos para os convencerem a comprar o que vocês têm. Assim sim! Simplesmente brilhante! |
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